2008-01-02


Fast food, lavagem rápida, curso intensivo...

Será que mais rápido, melhor?
Neste momento estou a ler um livro chamado
"In praise of Slow - How a Worldwide Movement is Challenging the Cult of Speed" de Carl Honoré.
A nossa mente a andar com mais calma não significa exactamente que fazemos tudo mais lentamente. Podemos é controlar o ritmo, em vez de ser controlado.

Lembro-me de que todas as minhas férias de Verão desde o meu 10º ano costumava ficar doente (algumas vezes até ficava no hospital). E por coincidência (ou não), foi nesse ano que comecei a pôr-me a trabalhar mecanicamente, tudo à velocidade máxima.
Não sabia parar, claro. Obviamente que não podia ter as minhas mãos e cabeça paradas. O que fazia? Alimentava essa fome de "fazer alguma coisa" inscrevendo-me em cursos de Verão. Ler com calma, ouvir música, olhar para o céu... eram actividades que fazia dentro de uma hora, com alguma pressa, provavelmente.

Seis anos depois, estou eu agora neste lado do mundo, longe de alguns apoios, mas também longe do passo acelerado citadino de Macau, a sofrer dos efeitos (alguns dizem secundários, mas até digo que são primários) da "aceleração crónica". A culpa não deve ser toda disso, mas contribuiu bastante.

O que aprendi foi que uma casa arrumada a correr nunca fica organizada. "Isto está mesmo com bom aspecto!" Passado uns minutos... "Onde estão os meus copos preferidos?"
Nada foi pensado devidamente.

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